[ Entrevista ]

Adrenalina do golfe fez Pepê virar um campeão
21/2/2008 - 10h12
Da Redação
Fotos de Zeca Resendes  

                                                            Pepê aponta com o dedo a placa que leva seu nome no troféu de campeão brasileiro            
Desde os 7 anos Pedro da Costa Lima tem no golfe não um esporte, mas uma paixão.

Nascido em 20 de julho de 1988 e
perto de completar os 20
anos, esse jovem paulistano é mais
conhecido como Pepê.

 
"Comecei em 1995. Foi mais para chamar a atenção do meu pai (João Adolfo da Costa Lima) que sempre adorou o golfe. Tem sempre essa do filho procurar chamar a atenção do pai. Mas eu sempre fui apaixonado pelo futebol quando era pequeno. Vivia jogando bola", afirma Pepê.
 
Esse amor levou o garoto a se tornar um fanático torcedor do Palmeiras. Mas em 2007, Pepê teve pouco tempo para o futebol, nenhum para as baladas e ainda foi obrigado a dividir horário da Faculdade de Engenharia Civil (que cursa na FAAP) com os treinos de golfe. Mas valeu a pena.
 
"Foi um ano fantástico. Ganhei o Aberto Amador Brasileiro, na Gávea, também levei os Abertos do São Paulo Golf Club e do São Fernando Golf Club, além de ser bicampeão do Aberto de Campinas. Também tive a oportunidade de defender, pela primeira vez, o Brasil na Copa Los Andes. Foi uma temporada inesquecível", garante.

Pepê não sabe ao certo quantos títulos ganhou na carreira, mas diz que a irmã Isabela, de 11 anos, costuma contar e os troféus já passaram de 70.
 
"Nunca imaginei que iria ganhar tanto. Tudo começou meio por acaso. Meu avô Lauro da Costa Lima, que foi um reconhecido arquiteto, foi convidado para desenhar a sede do São Paulo Golf Club na década de 60. Se encantou com o que viu, com a exuberância da natureza, e começou a jogar", diz .
  
O avô ficou sócio do São Fernando e João Adolfo logo seguiu os seus passos.

Pepê ensaia o movimento do swing com um drive"Meu pai se transformou num ótimo golfista. Meu irmão mais velho, João Paulo da Costa Lima (hoje com 21 anos) também começou a praticar. Então resolvi me dedicar ao esporte para chamar a atenção do meu pai."

O que era apenas um passatempo de fim de semana virou uma atividade mais séria. A adrenalina do golfe começou a correr forte nas veias de Pepê e ele se deixou envolver definitivamente pelo esporte.

"Percebi que era muito melhor que o futebol. E isso mudou minha vida de forma radical. Como freqüento o campo desde pequeno, não sou chegado a baladas. Gosto de sentar em uma mesa, com pessoas mais velhas, e ouvir histórias. Isso faz a minha cabeça", revela.

No 2o ano de Engenharia Civil, ele não pensa em profissionalismo.

"O meu sonho é ser somente um grande amador. Quase nunca tive professor, até porque eles são raríssimos no Brasil. São poucos os que têm bom conhecimento. Já passei por situações engraçadas quando profissionais diferentes, para uma mesma situação do jogo, apresentam soluções completamente opostas. Isso deixa qualquer um doido", explica.

Mas mesmo assim, Pepê pretende melhorar a qualidade do seu golfe. Para tanto, no final de julho ou começo de agosto vai embarcar para o sul dos Estados Unidos.

"Passo uma temporada por lá, pois acredito que é o único local em que realmente poderei evoluir."

Jogando cerca de 40 torneios por ano, ele acredita que o golfe tenha atrapalhado, e muito, sua vida sentimental.

"Deixei muitas namoradas legais, porque elas cobravam mais tempo, mais atenção", confessa.

Por ficar tanto tempo envolvido com campos de golfe, Pepê acredita que despertou um intenso prazer pelo litoral.

"Gosto muito de praia. Em São Sebastião (litoral norte de São Paulo) costumo ir à Camburi e na praia da Baleia. Adoro uma corrida e bater uma bola na areia."

Pepê sorri ao lado do troféu de campeão brasileiro conquistado em 2007Fã da comida italiana, ele a princípio não queria viajar para os EUA por ser muito apegado à família.

"Mas vi que é melhor agir do que pecar pela omissão. Vou sentir saudades, mas tenho certeza de que estou fazendo a coisa certa."

Pepê adora filmes épicos (O Gladiador e Tróia são bons exemplos), mas detesta ficção científica: "Também gosto de ler e sou católico praticante. Frei Galvão é o santo da minha devoção", diz.

Sobre Frei Galvão, ele tem uma história curiosa: "Meu pai tem um pouco de medo de avião. Então no ano passado nós fomos de carro para o Rio para jogar o Aberto do Brasil. No meio do caminho paramos. Começamos a olhar para uma imagem. Meu pai perguntou: ‘para que santo você está olhando?’ Vimos que os dois olhavam para a imagem de Frei Galvão. Meu pai comprou um santinho e foi perto da época de sua canonização. Venci no Rio e passei a ser seu devoto fervoroso", falou.

Por duas vezes, Pepê perdeu o Brasileiro Juvenil por uma tacada. E isso deixou lições profundas.

"Em 2005, em Porto Alegre, foi para o Felipe Lessa. Em 2006, no Rio de Janeiro, foi para o Maurício Cunha. Aquilo doeu muito e ganhar em 2007, na categoria adulto, foi uma recompensa. Mas não nego que aqueles dois anos foram duros, derrotas apenas nos detalhes."

Detalhes que fazem de Pedro da Costa Lima, o Pepê, um perfeccionista. Um campeão, na acepção da palavra.              

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