[ Entrevista ]

Golfe para obra social faz turismo
8/5/2008 - 11h15
Ivo Simon
Fotos de Zeca Resendes  

A II Taça México de Golf acontece no próximo dia 30 de maio no Clube de Campo São Paulo. A competição, em seu segundo ano consecutivo, tem o objetivo de apoiar uma obra social: a Escola Estadual do México que abriga mais de dois mil alunos carentes na Vila Dionísia, em São Paulo.

A idéia do torneio surgiu na festa "Del Grito" (comemoração da Independência mexicana no dia 16 de setembro) do ano de 2006. Guillermo Hidalgo Trujillo, um engenheiro de 52 anos, casado, pai de dois filhos, e que trabalha há sete anos para o governo do seu país, foi um dos seus maiores incentivadores.

Ele é diretor do Conselho de Promoção Turística do México no Brasil (CPTM) e contou nessa empreitada com o apoio decisivo de Jan Claudius Knizek, diretor da Asemexbra (Associação de Empresários Mexicanos no Brasil).

E é justamente Guillermo Trujillo quem fala ao site Golfexpress sobre os objetivos desta 2a edição da Taça México que é o de divulgar o posicionamento institucional do país em relação ao turismo, bem como falar das tradições culturais.

Na entrevista, Guillermo fala de golfe, de turismo e, também, das afinidades existentes entre os povos brasileiro e mexicano, "felizes por natureza", como ele próprio define.
 
Golfexpress - O que é a Taça México de Golf?
 
Guillermo Hidaldo Trujillo - Estamos organizando pelo segundo ano consecutivo. A idéia nasceu no ano anterior para apoiar uma escola estadual carente com mais de dois mil alunos. Existe no Brasil uma Associação Empresarial Mexicana que reúne os empresários que estão trabalhando no Brasil. Eles nos deram muito apoio para que a empreitada se concretizasse.
 
GE - Qual o objetivo, além do caráter social?
 
GHT - É o de promover um evento que reúna os empresários. O Clube de Campo São Paulo será um desafio para os jogadores, além de ter uma paisagem espetacular. Será um dia muito importante para nós empresários, para os aficionados do golfe e para o público em geral. Essa é a nossa idéia central: o congraçamento.
 
GE – Qual o tempo de preparação para que o evento aconteça?
 
GHT - Estamos trabalhando há oito meses. E para incentivar os participantes estaremos dando prêmios aos vencedores. Serão viagens para pontos turísticos badalados do México, como Cancun e Los Cabos, com tudo pago.
 
GE – O que o Conselho pretende com o torneio?
 
GHT - Além do fundo social, queremos enriquecer de forma bilateral os negócios entre México e Brasil. Hoje produzimos um investimento entre os dois países da ordem de US$ 15 milhões. Precisamos fazer isso crescer. Por isso, o Conselho procura divulgar ao máximo o México no Brasil. Nosso interesse é de que as pessoas se interessem e acabem indo jogar golfe em um dos 200 campos que o México tem para receber os brasileiros.
 
GE – E como isso é feito?
 
GHT - Temos contatos com agências de viagem, tour de operadoras, linhas aéreas, líderes empresariais e universidades de turismo. O objetivo final é que, cada vez mais, os turistas brasileiros pensem no México para passar suas férias.
 
GE – Existe apoio do governo mexicano?
 
GHT - Nós somos uma entidade governamental ligada ao Ministério do Turismo. Temos um relacionamento com todas as empresas de turismo mexicanas: 60 operadoras e 4 mil agências de viagens.
 
GE – E o Conselho pensa em promover outros esportes?
 
GHT - Hoje estamos mais apoiados no golfe, dentro do Brasil, porque nós temos um potencial de pessoas que jogam e nas quais vimos uma grande oportunidade de troca bilateral. Mas também fazemos alguma coisa com o futebol. Nós temos agora em Cancun a Copa Caribe, que é um torneio que organizamos com uma operadora brasileira. É um campeonato amador em que mais de 800 pessoas (jogadores e familiares) são levadas para jogar futebol com equipes mexicanas. E os brasileiros sempre ganham (risos).
 
GE – A Taça México é só para convidados?
 
GHT - Sim. Convidamos amigos, parceiros e conhecidos. Estamos esperando 130 jogadores nesta edição. Entre eles o presidente da Confederação Brasileira de Golfe, Álvaro Almeida, que dará a tacada inicial, o piloto de Fórmula 1 Rubens Barrichello e, quem sabe, o rei Pelé.
 
GE – A idéia é fazer um intercâmbio esportivo?
 
GHT Exatamente. Estamos programando para o dia 24 de agosto a etapa México de Golfe. Também estamos fazendo contato com uma associação de Pólo. Desejamos promover um intercâmbio muito grande, pois Guadalajara será a sede dos Jogos Pan-Americanos de 2011.
 
GE – O que representa o turismo para o México?
 
GHT-  É a nossa terceira fonte de arrecadação. Fica atrás apenas dos manufaturados e do petróleo. Arrecadamos US$ 12,5 bilhões anuais. Mas queremos aumentar. Esse faturamento atual representa 22 milhões de turistas internacionais. São 16 milhões de americanos, 1 milhão de canadenses, 1 milhão de europeus, 600 mil sul-americanos e o restante distribuído entre Ásia, África e Oceania.
 
GE – E como o México encara o Brasil?
 
GHT - Como um grande mercado. E, por isso, estamos trabalhando aqui com muito sucesso há três anos. O brasileiro gosta muito do México, como os mexicanos gostam muito do Brasil. São dois povos afinados, alegres por natureza. E o Brasil está vivendo um momento econômico mágico. Costumo dizer que existem os Tigres Asiáticos e nós, México e Brasil, somos os Leões da América.
 
GE – Qual a posição mexicana no turismo mundial?
 
GHT - Somos o sétimo receptor de turistas do planeta. Queremos ser o quinto nos próximos anos. Ficamos atrás de França (primeira), Espanha (segunda), Estados Unidos e China, por exemplo. Mas temos tudo para crescer. Nosso país é uma mistura de odores, cores e sabores. Nossa gastronomia é famosa no mundo todo. Estamos trabalhando para que a Unesco reconheça a gastronomia como Patrimônio Cultural da Humanidade.
 
GE – E a música?
 
GHT - Temos os mariacchis. Uma excelente música tradicional para ser acompanhada por uma boa tequila. O Conselho tem 18 escritórios pelo mundo e trabalha para divulgar com intensidade as riquezas culturais mexicanas.               
 
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