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Robert T. Jones, arquiteto do golfe
18/6/2009 - 13h45
Da Redação

Robert Trent Jones, um dos mais antigos arquitetos do golfe, era famoso, expert e querido do mundo desse esporte.

Nascido em Ince, Inglaterra, em 1906, de pais galeses que foram para os Estados Unidos quando tinha cinco anos, Jones aprendeu a jogar sendo caddie no C.C. de Rochester (Nova York), e foi scratch antes dos 20 anos.

Decidiu ser arquiteto quando viu Donald Ross construir o Oak Hill, e foi o primeiro da profissão que estudou na Cornell University mediante um programa confeccionado por ele mesmo que incluía agronomia, horticultura, hidráulica, economia e desenho de exteriores.


Durante sete décadas esse espetacular arquiteto assinou 310 campos em 45 estados do Estados Unidos e em outros 29 países, além de remodelar uns 150 campos, diversos deles sede do US Open, ganhando o apelido de Doctor Open.  Diz-se que "nos campos de Trent Jones, o sol nunca se põe".

Para Jones, "o golfe é uma forma de ataque e defesa porque oferece ao jogador seu jeito pessoal de lutar, ao atacar o campo e o par. O arquiteto deve criar obstáculos razoáveis para defender o campo de uma fácil conquista".

Numa época em que os materiais de jogo e a habilidade dos jogadores de elite estavam progredindo, ele afirmava: "O par de um buraco tem que ser difícil de se conseguir, mas o bogey tem que ser fácil, porque fazer o par de um campo sem que ele exija esforço adequado é uma fraude".

Assim, preparou o campo do Oakland Hills de Birmingham, Michigan, para o US Open de 1951, onde houve somente duas voltas abaixo do par.

Ben Hogan venceu com 67 no último dia para finalizar 287 tacadas (7 acima do par), duas tacadas a menos que Clayton Haefner, que havia terminado com 69. E Hogan pronunciou a famosa frase: "Estou contente de ter colocado este campo, este monstro, de joelhos". 

O tratamento que deu no Oakland Hills lhe rendeu trabalhos para campos de grande prestígio nos Estados Unidos.

É famosa a anedota em Baltusrol, onde havia alargado um par 3 de 108 metros para 173 metros: o clube considerou que ficaria um buraco demasiadamente difícil para os sócios, e Trent Jones saiu para jogar com um profissional e dois jogadores locais.


Quando os outros três já haviam colocado suas bolas no green, jogando pela marca do amador a 150 metros, jogou um ferro 4 e fez hole in one.: “Senhores - falou para as pessoas que assistiam a partida - este buraco é muito justo e perfeitamente decente”.

 

Homônimo

Robert Trent Jones colaborou com seu homônimo, com quem não tinha nenhyum parentesco, Robert Tyre Jones, o melhor amador do mundo, no desenvolvimento do Peachtree de Atlanta.

Trent era particularmente orgulhoso dele mesmo por ter colaborado com o imortal Bobby Jones.
Dois anos mais tarde, transformou o buraco 16 do Augusta National no estupendo par 3 onde agora se joga o Masters.

Ele sempre será lembrado como o arquiteto que potencializou os jogadores de elite a exigirem deles próprios estratégia e golpes precisos e excelentes.

Ainda que não tenha considerado muito os jogadores amadores, colocou em jogo o obstáculo de água com a finalidade de aumentar o valor do risco e da estratégia, favorecendo o conceito americano de se jogar com um objetivo preciso.


No ano 2000, o pai do desenho moderno morreu em casa, na Flórida, na véspera do US Open e seis dias antes de completar 94 anos.

 

 
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