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Sam Snead, campeão humilde
14/10/2009 - 14h18
Da Redação

Começou jogando golfe com tacos feitos de galhos de árvore. Terminou a carreira com 165 títulos, recorde de 81 vitórias no PGA Tour e 35 holes-in-one.

 

Sam Snead, um dos “Três Grandes do Golfe” nascidos em 1912, juntamente com Byron Nelson e Ben Hogan, era conhecido como “Slammin Sam” pela distância dos drives e ganhou fama também pelo swing perfeito. Suas mãos pareciam ter sido criadas para ter um taco de golfe entre elas. 

Filho de um pobre fazendeiro na Virginia, Snead nasceu em 27 de maio de 1912 em Hot Springs, vivendo a infância junto à natureza.

Passava os dias caçando, pescando e trabalhando como caddie no resort hotel da região. Jogava golfe descalço, com tacos feitos de galhos de árvore, mas seu sonho era ser jogador de futebol americano profissional.

O primeiro torneio de golfe que jogou foi em Hershey, em 1936. Nervoso, depois de perder as duas tacadas iniciais, surpreendeu ao colocar a bola no green a 345 jardas de distância e terminou em quinto lugar.

Sempre preocupado com dinheiro, conseguiu boa colocação no quarto torneio, em Oakland, recebendo US$1,200. No mesmo ano venceu o West Virginia Closed Pro e ficou em quinto lugar no PGA Tour em Hershey.

Em 1937, com trezentos dólares no bolso, foi para a costa oeste. No segundo torneio na Califórnia, o Oakland Open, Snead saiu do terceiro lugar no último dia para conquistar a primeira vitória no PGA Tour.

Alguns dias depois, quando viu sua foto num jornal de Nova York, perguntou a um oficial: “Como conseguiram uma foto minha em Nova York? Eu nunca estive lá”. Depois disse que estava brincando, mas a frase ficou famosa, reforçando sua fama de pessoa simples do interior.

Snead venceu cinco torneios em 1937 e no mínimo dois a cada temporada até 1946, não importando se eram grandes ou pequenos.

“Não ligo para o tipo de torneio”, costumava dizer. “Se você vai jogá-lo, é para ganhar”. Snead nunca venceu o US Open, ficando em segundo lugar por quatro vezes, em 1939, 1947, 1949 e 1953. 

O pior pesadelo aconteceu em 1939, quando perdeu para Nelson por um erro de cálculo. Pensou que precisava de um birdie para vencer, quando um par no último buraco seria suficiente e, jogando agressivamente, terminou com um triplo bogey.

Em 1946, Snead foi jogar o British Open para atender seu patrocinador. “Quando o trem chegou ao lado do Old Course, cheguei a perguntar a uma pessoa ao meu lado que campo abandonado era aquele, depois passei a respeitá-lo.  Venci o torneio e recebi 600 dólares, mas as despesas chegaram a dois mil”, lembra Snead. Perguntado pelo patrocinador se defenderia o título no ano seguinte, ele respondeu: “Está brincando?”.

 

Chapéu de palha e recordes

Sempre utilizando um chapéu de palha que o diferenciava dos demais golfistas da época, Snead jogou um golfe de alto nível.

Maior vencedor do PGA Tour, com 81 títulos e único a vencer torneios oficiais durante seis décadas, venceu 165 competições profissionais no total, incluindo eventos regionais.

Fez 35 holes-in-one e quatro double eagles na carreira, marcando holes-in-one com cada um dos tacos, a exceção do putter.

O primeiro Major veio em 1942, o US PGA, que venceu também em 1949 e 1951. Em 1946, ganhou o British Open.

Aos 36 anos, conquistou o primeiro Masters em 1949, com cinco tacadas abaixo do par nas duas rodadas finais - 67 - para vencer por três tacadas.

Também ganhou jaquetas verdes em 1952 e 1954, a última após um clássico playoff com Hogan, quando venceu por uma tacada.

Em 1949, conquistou seis títulos, incluindo dois Majors, e recebeu o título de Jogador do Ano. Na temporada seguinte ganhou 11, com média de 69.23 tacadas em 96 rodadas consecutivas, recorde do Tour. 

Como Senior, conquistou 11 títulos, com seis PGA Seniors Championships. Em 1973, aos 60 anos, venceu com vantagem de 15 tacadas sobre o segundo colocado, marcando 20 tacadas abaixo do par, 268.

Depois de deixar o circuito em 1979, quando foi o primeiro a jogar abaixo de sua idade na categoria Seniors, marcando 67 e 66 no Quad Cities Open aos 67 anos, auxiliou na criação do atual Seniors Tour. No total, registra mais de 100 recordes de campo em seu nome.

Snead esteve no Brasil, em 1952, quando marcou 267 tacadas no antigo traçado do São Paulo Golf Club durante o Aberto de Golfe do Brasil, recorde da competição. Na segunda volta bateu o recorde do campo com 64 tacadas. Na rodada seguinte, o impossível aconteceu, superando o próprio recorde fazendo 63 tacadas.

 

Tacada inicial no Masters

Desde 1984, era reservada a Snead a honra de dar a tacada de abertura do Masters.

Aos 89 anos, mesmo sofrendo de problemas de visão e dificuldade de movimentos devido a um derrame, ele estava determinado a não faltar ao compromisso. Pela primeira vez, não pôde colocar a bola no tee para sua tacada, sendo auxiliado pelo filho Jack.

 

Viagem no tempo

"Acho que cheguei muito cedo no golfe, deveria ter nascido depois", disse Snead, certa vez. Seis vezes campeão do PGA Seniors’ Championships, recebeu o total de 22 mil dólares pelas vitórias.

Em 2002, o campeão Fuzzy Zoeller recebeu 360 mil dólares. "Veja só Hale Irwin. Venceu nove torneios numa temporada e ganhou 2,5 milhões de dólares. Em 1950, venci 11 e não recebi 53 mil. Como seria se eu jogasse nos dias atuais, com melhores equipamentos e prêmios milionários?".

 

Snead viveu os últimos anos caçando e pescando, com problemas de visão. Morreu no dia 23 de maio de 2002 em Hot Springs, segurando as mãos do filho Sam Jr. e sua nora Anne Snead.   

 

 
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