[ Entrevista ]

Candidato à presidência da Federação Paulista de Golfe abre o jogo
12/11/2010 - 17h38

1 - O que o levou a candidatar-se a presidente da FPG?

O desejo de unir o golfe em torno de objetivos comuns, principalmente o de estruturar o golfe brasileiro para os Jogos Olímpicos de 2016. A CBG, Federações, Clubes, Jogadores e PGA Brasil devem focar esses objetivos e não há espaço para perda de tempo com disputas menores que não trazem nenhum benefício para o desenvolvimento do esporte. Com essa união poderemos iniciar os trabalhos para a construção de um campo público, antigo desejo de todos.  

2 - Quais as metas fundamentais de sua proposta?

Fortalecer os clubes, desenvolver o golfe juvenil e apoiar os profissionais. O trinômio clube, juvenil e profissional é o caminho para o golfe paulista voltar a crescer – e com qualidade. Vale observar que a proposta não é só minha mas de todos os integrantes da chapa Mais Golfe. O trabalho em equipe deve prevalecer sempre.

3 - Em seu projeto o senhor questiona a modernização do FPG Golf Center. O que ele necessita?

Equipamentos para análise de swing, por exemplo. Com eles os profissionais terão melhores condições de dar aula e os jogadores de aprimorar seu jogo. Será um dos passos para que o FPG Golf Center se torne verdadeiramente um centro de excelência. E o melhor de tudo é que esses equipamentos poderão ser comprados com recursos das Leis de Incentivo ao Esporte, seja a lei que utiliza o Imposto de Renda ou a lei que utiliza o ICMS das empresas.

4 - Qual o seu projeto para os juvenis?

Constituir uma comissão técnica  que possa ajudar e acompanhar o desenvolvimento técnico dos jogadores. Também aproveitaremos o acordo de cooperação técnica que a CBG firmou com a Associação Argentina de Golfe, inclusive que permitirá aos nossos jogadores disputarem os principais torneios da Argentina. Esse intercâmbio é fundamental para a qualificação técnica dos nossos juvenis. O jogador também  perceberá que o departamento juvenil e a comissão técnica acompanharão o desempenho de cada um deles, pois receberão mensagem de estímulo sempre que conseguirem scores significativos ou baixarem o handicap.

5 - E as demais categorias?

Os equipamentos que pretendemos colocar no FPG Golf Center beneficiarão a todas categorias. Ao afirmar que a comissão técnica será constituída para o desenvolvimento do golfe juvenil quero dizer que o futuro do golfe scratch paulista depende desta ação mas obviamente a comissão também trabalhará o golfe adulto. Já os jogadores seniores gostam de disputar torneios como o Circuito Caipira e incentivaremos essa prática. Estaremos atentos e atuaremos fortemente para que os handicaps reflitam sempre a condição do jogador pois detectamos que alguns jogadores perderam a vontade de jogar o torneio em virtude desse problema.     

6 - Como analisa os profissionais brasileiros e qual a importância que eles têm no esporte?

Os profissionais são fundamentais para o desenvolvimento do golfe, seja para ajudar o crescimento do esporte ou para qualificar os bons amadores. Temos ótimos jogadores e eles precisam de mais torneios para que possam adquirir ritmo de jogo. Em parceria com os profissionais criaremos o Circuito Paulista de Golfe, que já contarão com o circuito da CBG. Assim nossos profissionais estarão sempre em atividade. Hoje o Ronaldo Francisco enche nossos olhos. Tive oportunidade de acompanhá-lo no LG, no Clube de Campo, e na I Copa Embrase de Profissionais, disputada durante o Aberto do Guarapiranga. O golfe certamente tem uma dívida de gratidão com clubes como Arujá, Guarapiranga e PL que sempre incentivam torneios abertos com profissionais.

7 - A proximidade dos Jogos Olímpicos no Brasil exige que atitude das entidades brasileiras?

União e muito trabalho. As entidades têm que somar esforços para atingir objetivos comuns e por isso insisto que não há espaço para disputas menores. Tenho convicção de que a nossa chapa é a que reúne melhores condições para unir o golfe. Os Jogos Olímpicos representam um grande desafio, mas também uma oportunidade enorme para o golfe paulista e brasileiro. Criar condições para que nossos jogadores representem bem o Brasil é uma obrigação de todas as entidades. Temos que ter em mente que os Jogos passarão e a estrutura para o golfe ficará, como o campo público do Rio de Janeiro. Na semana passada estive com o Walter Feldmann, Secretário de Esportes do Município de São Paulo, e conversamos sobre o desejo e a necessidade de um campo público em São Paulo. Para nossa sorte esse desejo é nosso e do secretário. Nesse sentido também já conversei com empresas estatais que possuem áreas, algumas degradadas, e elas gostaram bastante da proposta de um campo de golfe público. Todos que estão na chapa Mais Golfe trabalharão muito para viabilizar o campo público paulista.

8 - O senhor afirma que houve redução de jogadores na FPG. O que fazer para motivar os jovens a aprender e continuar no golfe?

São os números que mostram a diminuição do número de jogadores filiados em São Paulo. Nossos jovens precisam ser atraídos para o golfe e depois cativados para se manterem no esporte. Estimular torneios entre escolas e universidades e atrair os jovens de clubes como Pinheiros, Paulistano, Harmonia, A Hebraica, Paineiras e tantos outros, são exemplos do que será realizado. A FPG também precisa prestigiar e dar retorno aos jogadores que pagam para ter seu handicap. Conversei, por exemplo, com duas importantes agências de viagens e elas estão dispostas a sortear passagens para os jogadores filiados. Ações como essa serão realizadas em favor daqueles que têm handicap.

9 - Os clubes podem ajudar mais a FPG?

Os clubes já ajudam bastante e agora é hora da FPG mostrar que pode ajudar os clubes. A ajuda que precisamos dos clubes é no sentido de que estejam engajados e proponham melhorias para o golfe de São Paulo. Nenhuma idéia será desprezada.

10 - Como analisa a administração do golfe no país?

Todos têm boa vontade e estou certo de que avançaremos e ganharemos muito tempo  se conseguirmos trocar mais informação e experiências, sem barreiras e vaidades.

11 - Sobre a manutenção dos campos, a FPG pode - ou deve - ajudar mais? Como?

Pode e deve. Qual a razão da existência de uma entidade senão a de fazer por seus filiados? Tive essa experiência positiva na CBG quando ajudei a elaborar o projeto e captar recursos na Lei Federal de Incentivo ao Esporte. As 6 (seis) Federações que realizam campeonatos abertos válidos para o ranking nacional receberam no mínimo R$ 56.500,00 para realização de seus campeonatos.

12 - Aceitaria um debate com o candidato adversário?

Sim, claro.

13 - O senhor confia na vitória?

Confio, sim. O programa apresentado pela nossa chapa tem sido muito bem recebido  e acredito que os presidentes dos clubes também perceberam que a chapa Mais Golfe reúne maiores condições de unir o golfe. Todos nós trabalharemos nesse sentido. 

 

Perfil

Nome: Antonio Carlos Aguirre Cruz Lima

Data nasctº: 07/06/69

Formação profissional: Advogado

Estado civil: Casado há 16 anos; 2 filhos: Felipe e Victória

Histórico no golfe: Desde pequeno acompanho o golfe, pois meu avô, Júlio da Cruz Lima, foi fundador e presidente da Federação Sul-Americana de Golfe, presidente da Associação Brasileira de Golfe (atual CBG) e também do São Paulo Golf Club. Meu pai, Pinduca, defendeu o Brasil na Copa Los Andes e meu irmão Júlio também joga há muitos anos. 

Com que idade começou? Aprendi a jogar aos 10 anos com o profissional Alvaro Novaes, do Campinas, e joguei até os 15. Retornei aos 30 anos.

Experiência como dirigente: Diretor Secretário na FPG; Diretor Jurídico da CBG e depois Vice-Presidente Operacional da CBG, cargo do qual me licenciei para poder concorrer à presidência da Federação Paulista.

 
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