[ Entrevista ]

Hélio Castroneves ensina: "concentre-se para ganhar!"
3/7/2006 - 11h45
Ivo Simon
Fotos: Dimas Schittini e Divulgação  

O que existe de semelhante em estar dentro de um carro de Fórmula Indy a mais de 350 km/h perto de cruzar a linha de chegada e executar um putt no buraco 18 que dá o título em um campeonato de golfe?

Para o piloto brasileiro Hélio Castroneves, bicampeão das 500 Milhas de Indianápolis, a resposta não é difícil: concentração para os profissionais.

Nascido em 10 de maio de 1975, na cidade de São Paulo, esse piloto de 31 anos acredita que ainda não chegou ao ápice da sua carreira e diz que comemora cada vitória como se fosse a primeira.

Ivo Simon entrevista o piloto de Fórmula Indy Hélio Castroneves Em entrevista exclusiva a Ivo Simon, na ilha de Itaparica, durante o Banco Cruzeiro do Sul Challenge, ele falou da expectativa em relação ao futuro de sua carreira no automobilismo e brincou com a iniciação num esporte que considera muito difícil: o golfe.

GC: O que sente um piloto quando se aproxima da linha de chegada?

Hélio Castroneves: É uma sensação única, diferente de tudo. Quando eu fecho minha viseira e acelero, me modifico completamente. Deixo de lado essa descontração toda. Dentro do capacete sou frio, mas fora dele uma pessoa extrovertida.

Golfexpress Classic: Como você se sente participando de um evento como o Cruzeiro do Sul Challenge em Itaparica, que envolve esportistas, shows, desfiles...

HC: É fantástico. A organização permite a interação entre esportistas, artistas e empresários. Estou muito contente, fazendo novas amizades. Você pode até perceber que a minha voz acabou. Mas é que sou muito animado mesmo. Falo alto demais. É o meu jeito de ser.

GC: Qual a sua maior alegria?

HC: A minha primeira vitória em Indianápolis. Eu só pensava em acelerar e receber a bandeirada. Foi um momento para lá de especial.

GC: E a maior conquista?

HC: A minha primeira vitória, sem dúvida. Aconteceu em Detroit, em 2001. Eu estava sempre batendo na trave, perdendo provas nos detalhes. Quando percebi que havia ganho, não me contive. Subi no alambrado e fui aplaudido pelo público norte-americano. Foi ali que ganhei o apelido de Homem-Aranha.

GC: Quais as dificuldades que um esportista profissional tem que enfrentar?

HC: São quase incontáveis. Ir buscar um patrocinador, acordar cedo para treinar, perder finais de semana com amigos para se dedicar ao trabalho. Não levamos vida normal. Só quem batalha tudo isso sabe o quanto é difícil e desgastante. Por isso, eu vibro muito, comemoro demais. Não só nas vitórias, mas com um bom treino, uma pole position, uma melhor volta. Tudo é a somatória dos esforços e dedicação nos treinamentos.

GC: Você já jogou tênis com o Andre Agassi e o presidente Bush?

HC: Sim. Fui convidado por três anos seguidos para um torneio beneficente organizado pela Chris Evert. Lá tive a oportunidade de conhecer o Andre Agassi e o ex-presidente George Bush (o pai). Também fui parceiro da Anna Kournikova. São pessoas muito simples, simpáticas. Na partida contra o Bush, joguei uma bola despretensiosa e ele caiu. Pensei: ‘agora vou ser deportado dos EUA’. Mas depois a gente conversou bastante. Ele me disse que veio ao Brasil e ficou na casa de empresários amigos. Achou o país muito quente e o povo, na mesma medida, muito caloroso.

O reabastecimento é um dos momentos críticos numa prova de IndyGC: Em que momento da vida você decidiu ser piloto?

HC: Desde menino.Minha mãe me colocava no vôlei, judô, natação, mas eu só me encontrei quando meu pai me levou para o kart. Senti que ali era a minha vida, o que realmente eu gostava de fazer.

GC: Qual a maior realização pessoal?

HC: Retribuir tudo o que a minha família me deu em termos de apoio.

GC: Qual a sensação que sente um piloto no momento de um acidente a mais de 300 km/h?

HC: Na hora sempre pensa no pior. E depois que sofre o acidente, precisa aprender a lidar com o medo.

 

 
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