[ Instrução ]

Iversson: "Os segredos do putt"
3/7/2006 - 13h39
Fotos de Zeca Resendes  

"Quando eu entro no green já dou uma olhada em todo o terreno. Vejo como está a grama. Aqui no Brasil elas são muito diferentes. Então é necessário fazer uma análise do green com muito carinho. Eu prefiro marcar primeiro a bola. Se for o último a jogar, fico analisando a bola dos outros. Vejo como ela está se comportando para usar todas essas informações no momento do meu putt"

Confiança

Para executar um bom putt é preciso confiança. Você tem que ter apenas um stroke decente. Depois precisa relaxar os braços para se sentir confortável ao pegar no taco. Coloque a bola bem no meio dos pés e dê a tacada. O putt sairá do jeito que você imaginou.

Tira ou deixa a bandeira?

Sempre peço para tirar a bandeira. Ela tem um aspecto psicológico negativo para mim: parece uma trave. Só deixo ela ficar quando não estou vendo o buraco. A uma distância de 25 metros já tiro. É como se tirasse um obstáculo da frente.

Com chuva

Quando a grama está a favor é preciso bater com menos força. Grama contra exige mais força. O complicado mesmo é fazer o putt com o terreno molhado pela chuva. A bola normalmente anda menos, mas às vezes desliza e complica o jogo.

Com público e sem público

É claro que existe muita diferença em jogar com e sem público. Numa final de campeonato, você erra um putt no último buraco e fica triste demais, quase deprimido mesmo. Sem torcida, o golfista está sempre mais relaxado e consegue embocar putt com mais facilidade. Mas num campeonato não é assim.

Momentos críticos

Se eu erro dois putts seguidos, daqueles fáceis, tento esquecer o que passou e me concentrar ainda mais. É preciso ter calma. Se ficar nervoso, quer bater logo a bola e acaba errando mais. Num campo de nove buracos, por exemplo, eu saio às 9h00 e volto a repetir o buraco 1 às 11h30. Eu preciso me lembrar o que fiz no início. Campo de nove buracos tem essa vantagem,você pode corrigir possíveis erros. Também é preciso lembrar que de manhã o campo estava mais úmido e no momento da repetição estará, com certeza, mais seco.

Inclinação do green

Nunca uso o cabo do putter para ver o desnível do green. Acho que não funciona. Já fiz muito isso, mas hoje não faço mais. Existem diferenças de espessura de cabo. Prefiro olhar o buraco de todos os lados e verificar a qualidade da grama. Olhar o desnível por trás também é essencial.Você tem uma visão diferente que pode ajudá-lo a tomar a decisão mais acertada.

Oito metros e um metro. Qual a diferença?

Na verdade, não deveria haver diferença nenhuma, pois o objetivo é sempre o mesmo. Mas principalmente no putt mais curto, o lance é olhar para o buraco e falar para você mesmo: "eu vou embocar ". Não  adianta ficar pensando: "se eu errar vou fazer um bogey ". Neste momento,o jogador não pode ter pensamentos negativos. Tem que esvaziar a mente e pensar somente no seu objetivo.

Perfil

Ricardo Iversson, 23, é paulistano. Como amador, ganhou diversos títulos e representou o Brasil em torneios internacionais. Treina nos Estados Unidos, onde ficará até 2008.

 
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